Aos marinheiros de primeira viagem...

Caros amigos do esporte, sejam bem vindos ao Anônimos FC. Um blog que pretende te passar as informações mais relevantes junto a bons textos escritos por pessoas comuns que vêem o esporte como você. Com paixão, mas também com uma certa dose de ponderação e um gosto pelo alternativo, o inusitado. Nossa proposta é trazer o que há de relevante, sem rodeios. Você pode observar logo de cara a programação das TVs ao vivo e os resultados da NBA e dos epsortes americanos nos gadgets aí ao lado. Logo abaixo temos o Soccerway com resultados das mais diversas ligas de futebol ao redor do mundo e um pouco mais abaixo estão os textos que não deixam a desejar. Esperamos que vocês gostem.


Efusivos abraços a todos
TC Muniz Relvas

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terça-feira, 13 de março de 2007

Marcos, goleiro do Palmeiras

Um trecho de um poema de autor gaúcho, diz: "e num dia de tempestade, para quem eu vou correr?".

Nas duas maiores tempestades que o Palmeiras viveu (semifinal da Libertadores de 2000 e Segundona de 2002), os palmeirenses sabiam e souberam para quem podiam correr.

Marcos, nome no necessário e justo plural, aquele que chora quando o Palmeiras perde. Marcos, aquele que age no campo como se estivesse na arquibancada.

Marcos, que levou Tuchês, Alexandres, Galeanos e Guerreiros nas costas, ombros e braços.

Marcos, que levou palestrinos nas costas, ombros e braços.

Os braços de Marcão são os braços dos palmeirenses, esticados para alcançar um amor que só o palestrino explica. Esse braço que um dia carregou a bandeira do Brasil campeão do mundo.

Que nessa tempestade, Marcos saiba para quem correr. Nós, palestrinos, corinthianos, jornalistas, geógrafos, aprendizes de goleiro e aprendizes de gente.
Nós estaremos aqui, Marcão.

Essa tempestade passará.

Sempre passa.

-por Luiz Fernando Bindi

quinta-feira, 8 de março de 2007

Comentaristas de televisão - por Luiz Fernando Bindi

Concordo com quase tudo que disse o Vitor.

As equipes esportivas da TV aberta, salvo raras, honrosas e pouco reconhecidas exceções, são um deserto de inteligência.

A Band, que tinha tudo para ser um diferencial, optou por ser diferente. Mas para pior. Contratou duas bonitonas e três comentaristas que eu chamaria de Larry, Moe e Curly, com destaque para o nosso querido Filósofo de Rodoviária, o "Moe"ller. Criou um programa no começo da noite onde o destaque são dois apresentadores bonitos, uma grua bêbada e tv enterradas no solo. O texto, vazio, é um pavor. Botou o Datena (que ja foi bom, creiam-me) para comandar um circo nas noites do domingo, com o Larry, Moe e Curly. Na hora do almoço, Larry, Moe e Curly se juntam à uma outra bonitona que não sabe nada, um comediante de boa qualidade e um ator famoso. No meio, às vezes, fica o genial Mauro Beting, uma voz de Midas nesse obscuratismo informativo.

Ou seja, a Band se perdeu. Mas não se perdeu por chamar ex-jogadores ou não-jornalistas. E é aí que eu discordo do Vitor.

Sempre gostei dos comentários do Raí, na CBN. Acho Tostão um dos gênios do texto esportivo. São ex-jogadores.

Existem jornalistas esportivos (Calazans, Marcio Guedes, Aydano André Motta, João Carlos Assumpção, Silvio Lancelotti, entre muitos, muitos, muitos outros) que não cumprem suas funções adequadamente, para dizer o mínimo. E são jornalistas.

Eu não sou jornalista. A turma que escreve nesse blog... nem todos são jornalistas. E sabemos muito mais e temos muito mais conteúdo e boa vontade do que muitos jornalistas.

Dá para contar nos dedos os cronistas esportivos da grande mídia que sejam realmente bons. Mauro Beting, PVC, Alex Escobar, Marcelo Duarte, Celso Unzelte, Mauro Cézar, Erich Beting, André Rizek, Juca Kfouri, Mauricio Noriega, Claudio Zaidan, Sergio Patrick, Victor Birner, Cláudio Carsughi. Tem mais alguém? A genial turma da Trivela entraria nessa, mas, ainda, não são da grande mídia. Questão de tempo.

O que eu discuto e discordo é o seguinte: não é o diploma na parede que faz o profissional. É o conteúdo que ele tem, a vontade, a honestidade ao lidar com seu trabalho.

O FUTEBOL EUROPEU É MELHOR QUE O SUL AMERICANO

No dia em que Claudia Leitte se casou sem sequer me conhecer antes, o amigo Hebert Polizel, da excelente comuna Mauro Beting, daquele Orkut dos infernos, propõe uma interessante discussão: o futebol europeu é mesmo melhor que o sul-americano?

Coloco alguns temas e o que penso sobre eles

A diferença, que parece ser tão gritante no papel e nos campeonatos de cada continente, é realmente tão grande assim ou somos nós que temos esta mania de extrema valorizaração do futebol europeu?

Nós temos mania de valorizar o futebol europeu. Nós vemos todo dia campeonatos de Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Itália, Holanda e Alemanha. Vemos amistosos de Chipre a Islândia. Quantos de nós vemos campeonatos da Colômbia, Equador, Chile e Uruguai? Vemos um jogo por semana do argentino e nosso brasileiro.

Quando vemos sul-americanos, é na Libertadores, que por critérios tortos de escolha dos times, nem sempre mostra o que tem de melhor em cada país.

* * *

Os times sul americanos jogam o Mundial de Clubes de igual pra igual porque levam o jogo a sério, ao contrário dos europeus, que estão lá mais pra cumprir uma formalidade.

Não sei. A cara que os jogadores do Barcelona fizeram após a derrota para o Inter me mostraram o contrário. Apesar dos europeus darem mesmo menos bola que nós para o Mundial, eles não querem perdê-lo. E vejam, sustento que o Barcelona entrou em visível parafuso como efeito pós-Mundial.

* * *

Como é um campeonato de jogos eliminatórios, as chances de uma zebra acontecer aumenta. Se o Mundial de Clubes fosse no sistema de pontos corridos, os europeus jogariam com os pés nas costas.

Discordo. Acho que em pontos corridos, a coisa penderia ainda mais para os sul-americanos.

* * *

Apenas os grandes europeus são infitamente melhores. Os clubes médios e pequenos de lá se nivelam com alguns os sul americanos. Mesmo assim, há alguns poucos times daqui que têm condições de jogar de igual para igual e vencer times como Milan, Chelsea, Real, Liverpool, outros.

Concordo. E tem outra: os grandes europeus temeriam o Noroeste de Bauru ou o Arsenal de Sarandí. Nada me afasta desse pensamento.

* * *

Os europeus são bem melhores. O que acontece é que os times sul americanos sempre têm sorte nesses confrontos!

Bobagem.


* * *

Na Europa estão os melhores técnicos, que estudam o futebol como uma ciência e que é lá onde os jogadores são mais disicplinados taticamente?

Não sei. Os nossos técnicos são, de forma geral, muito ruins ou adeptos do joelsantanismo. Ainda prefiro a escola argentina, que alia a qualidade técnica à disciplina tática. Muitos europeus (de uma forma geral, novamente) não conseguem aliar as duas coisas. Mas isso tem mudado: tenho gostado muito de Luciano Spaletti, por exemplo.


* * *

Liverpool e Barcelona não jogaram o que podiam naquelas finais, mas dizer que perderam devido ao salto alto me parece uma justificativa confortável.

Discordo em parte. Eu acho que o Liverpool esmagou o São Paulo de forma categórica. O São Paulo achou o gol.

Já o Barça foi quase inofensivo.

* * *

Fica a discussão....


-por Luiz Fernando Bindi

quarta-feira, 7 de março de 2007

Comentaristas de televisão

Não entendo como as televisões ainda apostam em ex-jogadores para comentar. Tá certo, alguns até comentam bem, como o Gérson, como o Tostão, como o Neto (apesar de alguns criticarem, eu gosto dos comentários dele), entre outros (o "como o" não foi no sentido de quem tem mente poluída, foi "como" em matéria de exemplo, hehehe).

Com tantos jornalistas aí que comentam muito bem (Mauro Beting, PVC e Alex Escobar são só uns deles), e muitos ótimos jornalistas procurando emprego, a Bandeirantes, por exemplo, insiste em Muller, Leivinha, Marcelinho, Romário (é, a Band sondou o Romário esses dias), entre outros.

Já a Rede Record vai e pra comentar os jogos da Champions League, e chama Élber, Paulo Sérgio, entre outros, já que o Neto foi pra Band. A Globo é a pior delas, insiste sempre nos mesmos comentaristas.

Acho que eles podiam tomar os exemplos das TVs fechadas. Essa função é pra JORNALISTAS e não para ex-jogadores. Não é porque é ex-jogador que vai saber comentar em TV, vide o Dadá Maravilha, que "literalmente" só fala besteira. E vou encerrar esse post com uma frase do Muller:

"Se macumba fosse boa, se chamaria boacumba"!!!

- Post feito por Vitor Costa

terça-feira, 6 de março de 2007

Origem dos nomes de times argentinos

No futebol argentino, sempre ouvimos falar de Boca Juniors e River Plate, certo? De vez em quando, Vélez Sarsfield, Newell´s Old Boys e Racing aparecem no noticiário de esportes. Mas existem nomes muito menos conhecidos do grande público, como Lanús e Banfield... O que, afinal, significam os nomes dos times argentinos?

O Boca Juniors foi fundado no bairro de La Boca, em Buenos Aires. O Juniors foi colocado só para dar um ar britânico e tirar o estigma de time de bairro.

O grande rival, o River Plate, tem uma origem bem maluca do seu nome: um dos fundadores, Pedro Martínez, encantou-se com as inscrições de enormes caixas vindas da Escócia que ele vira no Porto de Buenos Aires. Elas diziam “River Plate”. Martinez pensou tratar-se do nome Rio da Prata (rio que cruza Buenos Aires) em inglês e assim nomeou o time que nascia. Mas, na verdade, as caixas continham placas de contenção das margens do rio, numa obra que estava em curso na época.

O Vélez Sársfield, do, digamos assim, robusto goleiro Chilavert, homenageia Dalmacio Vélez Sársfield, ilustre jurista criador do código civil argentino. Já o pequeno Lanús homenageia o engenheiro Anacarsís Lanús y Fernandez de Castro, pioneiro na colonização de toda a região que é sede do time.

Pois é, também é curiosa é a origem do nome do Racing de Avellaneda, um dos mais tradicionais times do país: fruto de uma fusão entre times amadores, decidiu-se por Racing pelo nome de uma revista automobilística que estava sobre a mesa de reunião. Um dos poucos argentinos alviverdes, o Banfield homenageia Edward Banfield, inglês que ajudou a construir uma grande ferrovia argentina, a Ferrocarril Sud, ela mesmo homenageada no outro alviverde argentino, o Ferrocarril Oeste, um dos times mais tradicionais do país.

Vice-campeão da Libertadores de 92, o Newell´s Old Boys (Velhos Garotos de Newell), foi nomeado pelos fundadores, ex-alunos do Colégio Inglês de Rosario, em homenagem ao diretor, o inglês Isaac Newell. Também o tradicional San Lorenzo homenageia o diretor de uma escola, o padre Lorenzo Massa, que incentivou seus alunos a montarem um time.

Muitos times argentinos recebem nomes patrióticos, como San Martín (em homenagem ao General José de San Martín, o libertador da Argentina e herói nacional), Nueve de Julio (data da independência argentina, 9 de julho de 1816) e Huracán (furacão em português, que homenageia o nome do balão em que o pioneiro da aviação argentina Jorge Newbery atravessou a América do Sul em 1909). Curiosamente, temos vários times no Brasil chamados Sete de Setembro, apenas 1 chamado Dom Pedro (e Segundo, ainda por cima) e nenhum chamado, por exemplo, 14 Bis.

-por Luiz Fernando Bindi