Aos marinheiros de primeira viagem...

Caros amigos do esporte, sejam bem vindos ao Anônimos FC. Um blog que pretende te passar as informações mais relevantes junto a bons textos escritos por pessoas comuns que vêem o esporte como você. Com paixão, mas também com uma certa dose de ponderação e um gosto pelo alternativo, o inusitado. Nossa proposta é trazer o que há de relevante, sem rodeios. Você pode observar logo de cara a programação das TVs ao vivo e os resultados da NBA e dos epsortes americanos nos gadgets aí ao lado. Logo abaixo temos o Soccerway com resultados das mais diversas ligas de futebol ao redor do mundo e um pouco mais abaixo estão os textos que não deixam a desejar. Esperamos que vocês gostem.


Efusivos abraços a todos
TC Muniz Relvas

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sábado, 14 de abril de 2007

Ascensão (dos pequenos) e queda (dos grandes)

Vendo este título, alguém poderia facilmente pensar que se falará de fenômenos como, por exemplo, o Campeonato Carioca, que vem assistindo continuamente à presença de equipes pequenas nas suas fases decisivas. Contudo, aqui o conceito de clube grande e clube pequeno é outro, estritamente regional. Falaremos aqui de equipes de grandeza e hegemonia regionais, nada comparado a um Flamengo, Palmeiras ou Atlético, para ficar só nestes três. Mais exatamente, levantaremos as situações atuais destes e de pequenos intrusos que vêm roubando seu espaço nos cenários estaduais.

Caso número 1: Triângulo Mineiro

O Triângulo Mineiro, região cada vez mais rica do Estado de Minas Gerais, tem três equipes de grande tradição regional, em que pese nenhuma delas jamais ter amealhado uma taça de campeão mineiro. Dois deles, o Uberlândia Esporte Clube e o Uberaba Sport Club, ocupam, respectivamente, a quarta e quinta posições do ranking da CBF, contando apenas as equipes mineiras, motivo pelo qual o Verdão está incluído entre as equipes do Estado a serem beneficiadas com a Timemania. O Colorado, entretanto, foi preterido por motivos desconhecidos para o Villa Nova, mas isto são outros quinhentos. A outra equipe de tradição na região é o Nacional Futebol Clube, de Uberaba.

Estas três equipes passaram os últimos 15 anos atuando como verdadeiras sanfonas a nível estadual, alternando temporadas no Módulo II e momentos de destaque no módulo I e até no Campeonato Brasileiro - na confusa e homérica Copa João Havelange, em 2000, o Verdão faturou a taça do módulo que leva a sua cor e por muito pouco não avançou às oitavas-de-final da competição, eliminado que foi pelo extinto Malutrom - atual J. Malucelli. O Nacional está ainda pior, oscilando entre o Módulo II e a Segunda Divisão estaduais.

É neste cenário que, atônitos, o trio de ferro do Triângulo viu a aparição e ascenção de um intruso: trata-se do Ituiutaba Esporte Clube, a Coruja do Pontal, que jogou as edições de 2003, 2005 e 2006 da Série C nacional, tendo conquistado seus acessos estaduais em 1998, quando o Ipatinga - ele mesmo - venceu a Segunda Divisão, através da desistência de outras equipes, e em 2004, campeã que foi do Módulo II. É interessante notar que desde 2002 o Ituiutaba tinha a companhia de um rival da cidade e de bairro, a Associação Esportiva Ituiutabana, que em 2002 e 2003 não passou da primeira fase e em 2004 alcançou o hexagonal final junto com o Ituiutaba, mas desistiu de jogar o hexagonal alegando abandono de patrocínio das empresas e da prefeitura - suspeito que estes tenham preferido “concentrar esforços” no Ituiutaba, o que, afinal, deu certo. Daí em diante, o Boa (apelido derivado do antigo nome do clube, Boa Vontade) colecionou sucessos consideráveis para um novato no Módulo I: sempre batia na trave e não passava às semifinais, mas garantiu vagas para a série C nos dois primeiros anos de primeira divisão, obtendo alguns triunfos sobre equipes de Minas e do interior paulista, mas nunca avançava muitas fases na competição. Ainda assim, mais do que o Verdão e o Zebu, que há tempos não sabem o que é uma competição nacional.

Antes da Coruja, apenas a União Tijucana de Esportes, em 1976, havia representado Ituiutaba na primeira divisão estadual, mas num campeonato que tinha tantos times (vinte e três) que sua presença não foi exatamente percebida, e o Triângulo, além da União Tijucana, tinha Araguari e Fluminense (Araguari), Arsenal e 13 de Maio (Frutal), Nacional e Uberaba (Uberaba) e Uberlândia na primeira divisão, num total de 8 equipes, sendo que, de todos, apenas Uberaba e Uberlândia sobreviveram ao enxugamento do campeonato, que reuniu 12 equipes em 1977.

Caso número 2: grande Ribeirão Preto

Se o Triângulo Mineiro é uma região rica, o que dizer de Ribeirão Preto, com sua agropecuária, agroindústria e instituições acadêmicas de destaque. Aqui há duas equipes que fazem um clássico de grande tradição: Comercial Futebol Clube e Botafogo Futebol Clube. O Comercial experimenta um período maior de relativo ostracismo, visto que participou pela última vez da divisão principal em 1986. O Botafogo, contudo, experimentou grande sucesso no início do milênio, tendo sido vice-campeão da Série B em 1999 e vice-campeão paulista em 2001, num time que tinha como destaques jogadores como Doni, hoje na Roma, e Cicinho, do Real Madrid.

Logo após cair para a segunda divisão nacional, em 2001, a Pantera da Mogiana sofreu uma queda meteórica. Caiu para a série C em 2002, para a série A2 paulista em 2003 e para a série A3 paulista em 2005. No ano seguinte, recuperou-se e voltou à Série A2, e hoje luta para subir de volta à série A1. Já o Comercial não se mexeu da Série A2 desde sua criação em 1994, embora tenha sido rebaixado em 2001 e posteriormente salvo pela Liga Rio-São Paulo e seu efeito cascata, que resgatou mais equipes da série A2 e salvou o Comercial do rebaixamento.

Neste meio tempo, outra equipe da região de Ribeirão Preto conquistava gradualmente seus acessos nas divisões inferiores. Depois de um longo período fora do futebol profissional, o Sertãozinho Futebol Clube retornou em 1998 na Série B1-B (quinta divisão) paulista, conquistando o terceiro lugar e o acesso para a quarta divisão de 1999 (série B1-A). Os outros acessos foram em 2001 (para a série A-3), em 2003 (para a série A-2) e em 2006 (para a série A-1). Neste ano salvou-se do rebaixamento na última rodada, contudo ainda assim deverá assegurar vaga na série C. Um fato histórico e surpreendente para uma equipe que não tinha no futebol seu principal expoente, senão no hóquei sobre patins, esporte onde o clube tem vários rivais e onde a cidade reina absoluta no cenário nacional. Prova disso é a média de público do Touro dos Canaviais na competição, de 4.755 pagantes, atrás somente dos quatro grandes clubes do Estado.

O Sertãozinho é a primeira equipe da cidade a figurar na divisão principal do futebol paulista.

Caso número 3: Vale do Paraíba paulista

Esta região do Brasil destaca-se pelo aspecto turístico religioso, onde a cidade de Aparecida age como pólo atrativo de milhares de católicos a cada ano, e por sediar importantes pontos de indústria aeronáutica, sobretudo em São José dos Campos. A região tem como equipes tradicionais o Esporte São José, antigo São José Esporte Clube, e o Esporte Clube Taubaté.

Ambos tiveram e estão tendo problemas recentes com terceirização do departamento de futebol, como aconteceu com a União Barbarense em Santa Bárbara d’Oeste. O São José Esporte Clube caiu da série A-2 para a A-3 em 2004, trocando então de nome para Esporte São José. Dois anos depois retornaram como vice-campeões à série A-2, perdendo para o supracitado Botafogo na finalíssima, e hoje brigam pelo acesso à série A-1 no quadrangular semifinal junto com os tradicionalíssimos Guarani e Ponte Preta, além do Bandeirante. O caso do Taubaté é mais grave, pois está vivendo seu ponto mais crítico hoje, tendo sido o lanterna deste ano na série A-2 e vendo seu contrato de terceirização acabar apenas em 2010, sem perspectivas de melhora imediata.

Impotentes, a Águia do Vale e o Burro da Central viram a explosão de uma surpresa vinda de uma cidade vizinha de Aparecida: o Guaratinguetá Futebol Ltda., antigo Guaratinguetá Esporte Clube. A Garça conquistou seu primeiro acesso em 2001, sendo terceira colocada da série B-2 e logo no ano seguinte foi vice-campeã da série B-1. Seus outros acessos se deram em 2004, terceira colocada da série A-3, e em 2006, quarta colocada da série A-2. Obteve extremo sucesso em sua primeira temporada na série A-1 paulista e classificou-se para as semifinais do Campeonato do Interior com o 10º lugar na classificação geral, e lutará com o Paulista de Jundiaí por uma vaga na final do interior.

Antes do Guaratinguetá, o último representante da cidade na divisão principal de São Paulo foi a Associação Esportiva Guaratinguetá, em 1964.

Conclusão

O Vale do Paraíba viu dois exemplos de terceirização mal-feita e um de terceirização com sucesso de departamentos de futebol de seus clubes, e os dois mais tradicionais da região ainda estão assimilando o golpe. Os clubes de Ribeirão Preto, sobretudo o Botafogo, também estão assimilando o golpe que foi ver a equipe de Sertãozinho subir à série A1. No Triângulo, Uberaba e Uberlândia já voltam a se destacar no cenário estadual - o Uberaba foi finalista da Taça Minas Gerais em 2006 e o Uberlândia Esporte tem tudo para voltar ao Módulo I, obtendo uma excelente média de público em seus jogos, equivalente às maiores do interior mineiro do módulo I. São exemplos vivos de que, se os rivais não se ajudam e não se promovem, é somente através de iniciativas regionais em cidades menores que estes grandes clubes encontram a motivação e força para se reerguerem.

Vítor Rodrigo Dias

sexta-feira, 9 de março de 2007

Futebol feminino, "preconceito", idéias prontas

O Sportv transmite nesse exato momento uma partida da Liga Nacional de futebol feminino. Você sabia que esse campeonato estava acontecendo? Se você não for um aficcionado por futebol, provavelmente sua resposta será não.

O campeonato é estranho, disputado em poucas cidades, tem baixa repercussão da imprensa - enfim, caminha pra ser mais um fracasso na história do futebol feminino do Brasil.

Quando se fala sobre o futebol feminino, algumas idéias prontas costumam tomar conta do debate. Sempre - eu disse sempre - um comentarista toma a palavra e adota uma postura de paladino da moralidade e desfila chavões, dizendo que o Brasil não sabe respeitar os seus esportistas, que é um absurdo o país não dar o apoio adequado ao futebol feminino, e invariavelmente acaba falando que a razão pelo futebol feminino não emplacar é o preconceito.

Existe preconceito contra o futebol feminino no Brasil? Existe, não podemos ser ingênuos e achar que de um dia pra noite um machismo de mais de 50 anos deixou de existir. Mas a situação atual é bem distante da de anos atrás. A seleção é a atual vice-campeã olímpica e Marta é a melhor jogadora do mundo, eleita pela FIFA. Tudo isso teve a devida repercussão dos veículos midiáticos.

E mais do que isso, o cenário para o futebol feminino hoje é diferente no referente à prática do esporte. A maioria dos escritores desse blog é mais nova que eu - acho que só o Bindi veio ao mundo antes de mim - então possivelmente vocês não são de um tempo de que menina jogar bola era errado. Ou errado ou algo encarado como curiosidade, brincadeira. Nunca como um esporte de verdade.

Hoje, nas escolas, as meninas jogam bola desde cedo. Não estou falando daquela bobagem de colocar meninas para competir com meninos e falar de algumas meninas-fenômeno que sempre aparecem por aí. Mas é de encarar o futebol como um esporte como qualquer outro, em que meninas jogam entre si, disputam competições e tal.

Esse cenário já existe hoje. Repito: com preconceito, mas numa escala bem menor que a de 10, 15 anos atrás.

Ao meu ver, o futebol feminino não emplaca no Brasil por razões puramente empresariais. Sabemos que nosso tradicional futebol masculino, com clubes fortíssimos e os melhores jogadores do mundo, é pessimamente administrado e tem um campeonato muito aquém de seu real potencial. Então porque o futebol feminino seria um exemplo de administração?

Não esqueçamos que o futebol é um esporte caro, com jogos longos e com apenas um intervalo - o que dificulta a aparição da publicidade. Até arrisco a dizer que se o futebol masculino não fosse o monstro que é, ele já teria se enterrado por conta própria.

Enfim, celebremos essa estranha Liga criada pela CBF. Quem sabe vira alguma coisa?

- Olavo Soares

quinta-feira, 8 de março de 2007

A Lenda dos Mil Gols

Nos últimos dias, Uma das coisas mais comentadas por todos que gostam de futebol é se o baixinho Romário conseguirá ou não atingir a marca dos 1000 gols. Por conta disso, esse assunto que não era discutido desde o penalti do Pelé contra o Vasco voltou à tona ocupando grande espaço na mídia.


E o que volta à tona também são as dúvidas de qual outro jogador teria também atingido essa marca tão importante e sonhada. Eu pessoalmente já ouvi alguns nomes de jogadores que poderiam ter ultrapassado a marca do milésimo gol: Puskas, Di stefano, Gerd Müller e Friedenreich são alguns exemplos.


Pois bem, corri atrás e pesquisei para tentar descobrir qual outro jogador teria marcado 1000 gols além do Rei pelé . E o resultado, pelo menos para mim, é surpreendente.


Todos pensam que Pelé foi o grande goleador de todos os tempos, o único a passar dos 1000 gols, e que mais nenhum jogador atingiu essa marca. Nem mesmo Romário que conta até jogo de casados e solteiros para aumentar seu recorde.


Pelé marcou 1284 gols em 1375 jogos. Nesta sua conta, ele não se prende a jogos de Primeira Divisão, muito pelo contrário. Dentre os 1284, encontram-se 14 gols em 11 jogos por um tal "Time Militar", gols por um combinado Santos/Vasco, gols pelo Sindicato dos Atletas de São Paulo, gols em jogos beneficentes e, até hoje, a Fifa reconhece esses gols. Dos 1284, 519 foram marcados nos chamados jogos "não-oficiais", ou amistosos. Apenas os 765 restantes teriam sido marcados em jogos oficiais (lê-se: Copa do Mundo, Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro, Campeonato Paulista, Campeonato Norte-Americano, Torneio Rio-São Paulo, etc.).


Gerd Müller é o maior artilheiro alemão de todos os tempos. Nos rankings históricos, soma 735 gols em 793 jogos. Portanto, ainda estaria 549 gols atrás de Pelé. Estaria... Acontece que, nesta contagem de gols de Gerd Müller, estão somados apenas os gols de jogos oficiais. E, assim como Pelé, Gerd também jogou seus jogos não-oficiais. E não foram poucos. Aliás, muito mais que o rei. E também marcou muito mais, foram 726 gols em apenas 423 jogos. Somando-os aos 735 oficiais, temos 1461 gols marcados por Gerd Müller, o que o credenciaria ao título de maior goleador da história do futebol.


Credenciaria. Pois seus gols não-oficiais, ao contrário dos de Pelé, não são reconhecidos pela Fifa. Logo, lhe restam apenas os oficiais 735.


Romário teve sua carreira nos anos subseqüentes. Anos em que não se disputa 50 amistosos por ano, nem se joga pelo time do exército ou algo parecido. Em jogos não-oficiais, marcou apenas 192 gols. Já nos seus 968 jogos oficiais, marcou 800. O que dá num total geral de 1244 partidas - 992 gols - média de 0,797 gols por partida.


O Primeiro grande jogador do esporte bretão foi Arthur Friedenreich e apesar da pouco informação que se tem a respeito da época em que jogou, calcula-se que ele marcou entre 1909 e 1935 555 gols em 562 partidas. Nesse link: http://paginas.terra.com.br/esporte/rsssfbrasil/miscellaneous/fried.htm se pode ver todos os gols da carreira de Fried, reparem como muitos jogos não contém informação à respeito dos autores dos gols.


Ferenc Puskas, o major Galopante, é outro jogador que colecionou títulos e recordes em sua carreira. Foi o principal jogador de uma geração fantástica, que fazia chover gols em muitos jogos(vide o jogo da primeira fase da copa de 54 onde os húngaros golearam os alemães por 8 a 3). Em 851 Partidas oficiais puskas marcou 766 gols (358 pelo Honved, 324 pelo Real Madrid e 84 pela seleção Húngara), mas infelizmente não há muitos dados sobre as partidas não oficiais de puskas (excursão pelo mundo com o Honved e amistosos com a camisa do Espanyol), outro fato negativo de sua carreira e que com certeza contribuiu no número de gols marcados foi a suspensão de 2 anos imposta pela FIFA em 1956. De qualquer forma, provavelmente o número de gols é maior que os 766 ditos como "oficiais".


Se fizermos um ranking somando os gols em jogos oficiais e não-oficiais, temos a seguinte ordem:


1) Gerd Müller: 1461 gols

2) Pelé: 1284 gols

3) Romário: 992 gols


* Não colocarei Puskas e Friedenreich pela falta de dados em partidas não oficiais.


Agora, se levarmos em conta apenas os gols em jogos oficiais, chegamos a uma surpreendente conclusão:


1) Romário 800 Gols

2) Puskas 766 gols

3) Pelé 765 gols

4) Gerd Müller 735 gols

5) Friedenreich 555 gols


E a conclusão é: Romário é o maior artilheiro de partidas oficiais da história do futebol. E pelé não é o principal artilheiro do futebol mundial em nenhum dos 2 rankings(apesar de ser considerado pela FIFA).Cabe a você leitor aceitar isso ou não. Todos são grandes gênios do nosso futebol e de maneira nenhuma quero desmerecer alguém, mas os números estão aí e cada pessoa tem a sua maneira de ver futebol. Se você aceita gols em partidas não oficiais tem um artilheiro, se você não aceita tem outro.

-Sérgio Oliveira

quarta-feira, 7 de março de 2007

Ronaldinho: melhor do mundo?

Será que Ronaldinho ainda é o melhor jogador do mundo? Isso é algo discutido por pessoas de todo o mundo que gostam e entendem de futebol. Aqui eu mando a minha opinião: o Ronaldinho é um excpecional jogador, quando não tem pressão pra cima dele.

Joga muito, tem aqueles seus dribles, sabe fazer gol (só não acho ele um excepcional cobrador de faltas como dizem). Mas em horas decisivas... cadê ele?

Temos vários exemplos:
- Final da UEFA Champions League
- Jogos da Copa do Mundo
- Última rodada dos Campeonatos Espanhóis

Entre vários outros. Apesar dele ser um ótimo jogador, ele amarela muito. Comparando no estilo de jogo e não na qualidade do futebol, ele é muito parecido com o Morais, do Vasco. Joga muito, mas some em horas decisivas.

E você? Acha que o Ronaldinho ainda é o melhor jogador do mundo? Opine!

- Por Vitor Costa

sábado, 3 de março de 2007

Goleiros proibidos de pegarem pênaltis

Não é possível. Quem foi o IDIOTA que criou uma regra extremamente ridícula como essa de não poder se adiantar na hora dos pênaltis? Sinceramente, é lamentável uma coisa dessa. Tem tanta coisa que eles podiam inventar nas regras, mas tinha que fazer isso, que na minha opinião, é uma palhaçada tremenda.

Por exemplo. Esse negócio de toque de mão. Intencionalmente ou não, TEM QUE DAR FALTA OU PÊNALTI! Pra acabar com essa palhaçada. Mas a FIFA não vê isso e começa a inventar regras idiotas.

Desde novembro do ano passado não vejo uma partida em que o goleiro pegou pênaltis (exceto a decisão por pênaltis de Flamengo x Vasco, que se fosse ver a regra, era pra mandar TODOS os pênaltis voltarem, porque em todos os goleiros se adiantaram). Essa regra é tremendamente besta.

Como querem que o goleiro pegue um pênalti, se ele não pode se mexer? Tem que ficar parado em cima da linha? Eu acho que deveria ser o seguinte: o goleiro poder dar pelo menos dois passos pra poder se equilibrar pra fazer a defesa. Se houver invasão de área, volta o pênalti. Se a bola bater na trave, ou se for pra fora, mesmo se o goleiro se adiantar, não é pra mandar voltar.

Ou a FIFA quer que seja proibido o goleiro pegar pênaltis (o que está acontecendo ultimamente)? Quer que pênalti fique sendo sinônimo de gol?

- Vitor Costa

sexta-feira, 2 de março de 2007

E o Picerni?

Reta final do Brasileirão do ano passado. O Palmeiras segue mal das pernas e não consegue se ver livre do fantasma do rebaixamento. A diretoria despacha Marcelo Villar e traz para o seu lugar um velho conhecido da torcida, Jair Picerni.

Ele chega ao Verdão respaldado pelo bom trabalho que havia feito no clube em 2003, com o título - conquistado de maneira soberana - da Série B. Acabou não ficando no Palmeiras no ano seguinte e daí por diante perambulou por vários clubes, inclusive pelo São Caetano, onde viveu o melhor momento de sua carreira, entre 2000 e 2002.

Voltando ao Brasileiro de 2006. Picerni não consegue fazer o Palmeiras jogar bem mas, pela ruindade dos adversários, o rebaixamento não vem. O técnico acha então que tem emprego garantido para 2007 mas a diretoria resolve trocá-lo pelo treinador-revelação do campeonato, Caio Júnior.

E agora falando de notícias atuais: só fui saber que Jair Picerni tinha ido para o Sertãozinho quando li a notícia de sua saída, veiculada pelo Futebol Interior (clique aqui para ler).

A matéria do FI, muito mais opinativa do que prega o jornalismo sério, chama Picerni de "ex-treinador em atividade". Apesar da deselegância e da impropriedade do uso do termo na reportagem, não se pode dizer que a análise é de todo equivocada. O que será da carreira de Picerni a partir de hoje? Bem difícil dizer. Mas parece que o caminho dele é mesmo a aposentadoria.

- Olavo Soares

As siglas do futebol holandês

Quem acompanha futebol sabe que o Campeonato Holandês é uma sopa de letrinhas. PSV, NAC, NEC, AZ e outras equipes fazem a festa dos que gostam de siglas. Mas não são muitos os que sabem o que se esconde por trás dessas combinações de letras e o Anônimos FC apresenta o quão curiosas são essas letrinhas.

ADO Den Haag
Nome completo: Alles Door Oefening Den Haag
Significado: "Alles Door Oefening" significa "Tudo através da Prática"

AZ

Nome completo: Alkmaar Zaanstreek
Significado: O time carrega estes dois nomes pois nasceu de uma fusão entre o Alkmaar'54 e o FC Zaanstreek

NAC

Nome completo: Nooit Opgeven Altijd Doorzetten Aangenaam Door Vermaak En Nuttig Door Ontspanning Combinatie
Significado: Como vocês podem ver, o nome é muito maior do que parece. O N representa a frase "Nooit Opgeven Altijd Doorzetten", que signifca "Nunca desista, sempre persevere". O A representa "Aangenaam Door Vermaak En Nuttig Door Ontspanning" que por sua vez significa "Agradável por seu entertenimento e útil por sua descontração". o C é de Combinatie, simplesmente equipe.

NEC Nijemegen

Nome completo: Nijmegen Eendracht Combinatie Nijmegen
Significado: "Nijmegen Eendracht Combinatie" soaria como "Equipe Unida de Nijmegen"

PSV

Nome completo: Philips Sport Vereniging
Siginificado: Esse é bem simples até. Ficaria como "União de Esportes Philips". A Philips referida é a famosa companhia de eletrônicos.

RKC Waalwijk

Nome completo: Rooms Katholieke Combinatie Waalwijk
Significado: "Rooms Katholieke Combinatie" é algo como "Time da Igreja Católica"

Roda JC Kerkrade

Nome completo: Sport Vereniging Roda Juliana Combinatie Kerkrade
Significado: Pode-se dizer que o Roda é uma espécie de Paraná do futebol holandês. A equipe nasceu da fusão de várias equipes da cidade de Kerkrade. Em 1954 SV Kerkrade e SV Bleijerheide se uniram e fundaram o Roda Sport. No mesmo ano, Rapid '54 e Juliana se uniram para formar o Rapid JC. em 1962, Rapid JC e Roda Sport se uniram para formar o atual Roda JC. O significado do nome completo do atual time seria algo como "Equipe da União Esportiva Roda Juliana Kerkrade"

AGOVV Apeldoorn
Nome completo: Alleen Gezamenlijk Oefenen Voert Verder Apeldoorn
Siginificado: O nome atual do time significa algo como "Somente a prática nos traz adiante". Porém esse não é o nome original do clube. Em 1921 a equipe se filiaria à liga de seu estado com o seguinte nome: "Apeldoornse GeheelOnthoudersvoetbalvereniging Steeds Voorwaarts" (algo como "Alcóolicos Abstênios de Apeldoorn Sempre Adiante FC"). Mas já havia um time registrado como Steeds Voorwaarts e a mudança de nome foi feita.

HFC Haarlem

Nome completo: Haarlemse Football Club Haarlem
Significado: Um tanto óbvio. "Clube de Futebol de Haarlem"

MVV

Nome completo: Maastrichtse Voetbal Vereniging
Significado: União de Futebol de Maastricht

RBC Roosendaal

Nome completo: Roosendaalse Boys Combinatie Roosendaal
Significado: Equipe de Garotos de Roosendaal

TOP Oss
Nome completo: Tot Ons Plezier Oss
Significado: "Tot Ons Pleizer" soa como "Através do Nosso Prazer"

TONEGIDO
Nome completo: Tot Ons Nut En Genoegen Is Deze Opgericht
Significado: Algo como "Feito Para Seu Prazer e Deleite"

VVV Venlo
Nome completo: Venlose Voetbal Vereniging Venlo
Significado: União de Futebol de Venlo

-TC Muniz Relvas e Luiz Fernando Bindi
Originalmente publicado no Testemunha do Esporte.